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O Euro e os Mercados

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Os últimos dados do Comissão Europeia e do Banco Central Europeu, revelaram que o euro e os mercados nos países periféricos da zona euro devem aos bancos do centro da Europa um montante de 3,8 biliões de euros sendo que, quatro países, como Portugal, Irlanda e Grécia se encontram a receber apoio das instituições Europeias e do próprio FMI. A zona euro enfrenta um difícil dilema: ou o resgate ou a falência.

Se os países devedores entrarem em insolvência, à Irlanda por exemplo foi exigido o resgate das suas instituições financeiras, ou seja a nacionalização, transferindo o estado a dívida privada para as suas contas, de forma que a Alemanha e a França (os dois maiores credores) resgatassem da falência a sua própria banca. Que interessa à banca Alemã e Francesa contabilizarem nos seus activos imóveis Irlandeses desvalorizados? Aos países periféricos, exclusivamente centrados em aplicar as medidas impostas pela, comissão Europeia e pelo FMI, na esperança de conseguir baixar as taxas de juro para o dinheiro que precisam, aspiram à emissão de Euro-bonds proposta por Jean-Claude Juncker.

O “pacto para a competitividade” destina-se a reforçar a disciplina orçamental e as politicas económicas em matéria salarial, idade de reforma, base fiscal aplicável ás empresas e cidadãos. O objectivo: reduzir o fosso de competitividade entre um centro dinâmico e uma periferia que definha e ameaça a continuidade do euro e os mercados.

De uma organização económica de estados independentes, que colaboravam voluntariamente, chegámos à Europa politicamente unificada. Quando a harmonização se estende à legislação laboral, segurança social e impostos torna-se gravosa para a economia, porque deixa de haver competição entre os diferentes países para proporcionarem às empresas as melhores condições.Devemos reflectir e fazer um balanço dos ganhos e perdas de uma década de moeda comum. 

Com a chegada do mercado único com uma moeda comum que permitia a transparência nos preços e a redução dos custos cambiais com a consequente simplificação da troca de bens e serviços entre os membros, seduziu os políticos e a economia.Impulsionados por um boom consumista, em consequência da convergência das taxas de juro e de um aumento salarial, o endividamento privado de uma boa parte dos países Europeus disparou bem acima dos limites previstos pelos respectivos PEC, (planos de estabilidade e crescimento).

 Ao discutir o avanço para um novo “pacto do euro” é indispensável perceber o que falhou e seria desejável uma análise rigorosa da forma como foi concebido o euro e osmercados. Porque será que alunos (países) que cumpriram melhor as regras impostas pelo mestre (Comissão Europeia), se encontram hoje numa situação deveras complicada? 

Esta crise financeira, veio revelar quem nadava nu, os investidores institucionais, perceberam então que os euros que tinham em carteira não eram euros mas sim divida publica dos outros países Europeus e o pânico instalou-se e agora como ficam os investidores, as famílias e as empresas?

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