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Investimentos Financeiros e Alocação de Activos


Os mercados financeiros disponibilizam um conjunto vasto de alternativas de investimento, todas com diferentes nuances em termos de rendimento e risco. O processo pelo qual o investidor ou cliente combina todas estas alternativas, acções, obrigações, imobiliário e aplicações sem risco sendo conhecido como alocação de ativos. Este processo é uma função:

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- horizonte temporal do investimento
- dos objectivos definidos para o investimento
- da tolerância ao risco
Na literatura financeira conceituada, a alocação de ativos encontra-se bem fundamentada. Por exemplo, segundo Kaplan e Ibbotson (2000), a alocação de ativos é responsável por cerca de 90% da volatilidade da rendibilidade de uma carteira de investimento (ou fundo); por 40% da diferença de rendibilidade entre duas carteiras de investimentos; e, cerca de 100% da rendibilidade de uma carteira de investimentos. Mesmo para aqueles investidores que considerem apenas uma classe de ativos (ações), a alocação por setores é o principal driver de performance, em detrimento do market timing e do stock picking. Pode-se verificar, que nenhuma classe de ativos mantém, com consistência, as melhores ou piores performances ao longo do período analisado. Períodos de bons desempenhos são sistematicamente seguidos de períodos de fracos (ou negativas) rendibilidades, facto que, conjugado com a tendência para os mercados valorizarem ao longo do tempo, sustenta a relevância de uma correcta alocação de ativos na prossecução dos objectivos de investimento. Com efeito, a construção de uma carteira diversificada é uma condição fundamental para a optimização da paridade risco-retorno, na medida em que torna a carteira de investimentos menos vulnerável ao desempenho diferenciado, ao longo dos vários ciclos económicos, dos diferentes activos e classes.

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