O Tempo é Dinheiro

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Nesta altura de crise o tempo é dinheiro e os mercados financeiros e as bolsas são  dos locais mais apropriados para se investirem as poupanças. Um investimento num portfolio diversificado de títulos permite, se os ativos que o integram forem bem seleccionados, uma taxa de rentabilidade bastante superior às taxas oferecidas pelas aplicações financeiras sem risco, nomeadamente os depósitos a prazo.

No entanto, os mercados financeiros e os mercados bolsistas em especial não se valorizam numa linha reta. Em vez disso, a sua evolução é uma soma interminável de avanços e recuos com periodicidades e velocidades diversas. Muitas vezes os mercados sobem de uma forma apática e de seguida caem de uma forma violenta. Outras vezes a seguir a quedas violentas, seguem-se subidas e valorizações bruscas.

o tempo é dinheiro Onde o tempo é dinheiro então?

Com isto, pretendemos dizer que o comportamento dos mercados financeiros no curto prazo (semanas ou meses) é mais imprevisível e mais errático do que todos os profissionais que têm a responsabilidade de gerir a poupança de particulares gostariam que fosse. No entanto, a certeza que com uma  mistura completa de ativos e com uma monitorização cuidada dos portfolios os resultados a prazo de um investimento deste género são recompensadores. No médio e no longo prazo, os mercados financeiros são generosos e permitem a obtenção de dinheiro e taxas de retorno muito acima das oferecidas pelas aplicações sem risco ou do que as aplicações de baixo risco, como as obrigações do tesouro.

É verdade, se dissermos que é mais arriscado deter uma acção de uma empresa sólida cotada em bolsa durante um mês, do que detê-la durante dois anos. Sendo assim o tempo é dinheiro é um aliado das boas estratégias de investimento, uma vez que apesar das oscilações de curto prazo que podem prejudicar a evolução de uma estratégia de investimento, o tempo é dinheiro, ou melhor, o passar do tempo encarrega-se de fazer com que o real valor de uma estratégia de investimento sobressaia.

A preocupação com o tempo é dinheiro e a obtenção de rentabilidades acima das aplicações sem risco e com um prémio de rentabilidade que sobre compense a variabilidade que se verifica mês a mês nos portfolios. A volatilidade, a variabilidade de curto prazo das carteiras não pode ser eliminada, pois desta mesma variabilidade depende a obtenção das rentabilidades. Vários factores de curto prazo afectaram o rendimento dos principais mercados financeiros mundiais,  no entanto estas  quebras do mercado devem ser encaradas como uma fonte de oportunidades devido à possibilidade de se adquirem ativos de elevada qualidade abaixo do seu real valor.

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